segunda-feira, 6 de outubro de 2008

ARTE CEMITERIAL

video
Arte cemiterial. Do programa Rede Bahia
Revista. TV BAHIA, Salvador.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO

Fonte: Revista Geográfica Universal, maio 1987. p. 71. Foto Vic Parisi

terça-feira, 15 de abril de 2008

CRISTO MORTO CRUCIFICADO


Por Sarah Maggitti



Cristo Crucificado morto em cruz romana, sobre base em pilar estilizado, descansada em quatro pés, em forma de bola, com elementos geométricos e fitomorfos, terminada com interseção que baseia a cruz. Haste terminada com ponteira em medalhão e guirlandas vazadas, tendo em sua parte inferior placa ladeada por guirlanda, tendo ao centro, em relevo médio a inscrição “INRI”. Parte inferior da haste em medalhão, orlada por raios e guirlandas vazadas. Extremidade da haste orlada em degraus. Travessão com ponteiras e orlas idênticas a da haste. Resplendor com elevações sugerindo nuvens, ladeando todo o transcepto, com rosácea e pedra semipreciosa no núcleo. Cristo com a cabeça pequena, ovalada, pendendo para o lado direito; carnação em tonalidade creme; cabelos ondulados, em tonalidade marrom; orelha esquerda parcialmente coberta; sobrancelhas em tonalidade marrom, levemente arqueadas; olhos fechados; nariz aquilino; boca pequena, fechada; barba e bigode cheios, em tonalidade marrom; tonalidade vermelha na testa, sugerindo sangue; pescoço comprido, trazendo tonalidade vermelha, sugerindo sangue; braços arqueados, com pigmentação vermelha, sugerindo sangue; mãos levemente fechadas, cravejadas com um cravo em cada palma; tronco nu, trazendo gotejamento em tonalidade vermelha, sugerindo sangue; cintura e genitália cobertas por perizônio em tonalidade dourada; joelhos arqueados em fronte, com gotejamento em tonalidade vermelha, sugerindo sangue; pé direito sobre o esquerdo, com um cravo, com tonalidade vermelha, sugerindo sangue. Cristo possui coroa de espinhos em sua cabeça.

Observação: A Imagem pertence ao século XIX e encontra-se em bom estado de conservação
Imagem disponível em www.mas.ufba.br

domingo, 6 de abril de 2008

SANT'ANA E NOSSA SENHORA MENINA

por Ayala Nascimento


Conjunto escultórico formado por duas imagens femininas, sendo a principal Nossa Senhora Sant’ana e a secundária Nossa Senhora Menina. Base em forma de pilastra retangular em tonalidade creme com orla e quina dourada. Sant’ana está com os pés calçados levemente à mostra em tonalidade preta contendo elementos geométricos em tonalidade dourada; veste alva drapeada com estofamento em tonalidade azul e elementos fitomorfos e florais tendo em toda sua extensão orla dourada; manto drapejado, levemente esvoaçante para a esquerda, caindo da altura do ombro direito, cobrindo o braço do mesmo, envolvendo as costas e o ventre, em tonalidade azul no anverso com elementos fitomorfos e, no verso em tonalidade vermelho com elementos fitomorfos e orla dourada em toda sua extensão; braço e mão direito levemente erguido, tendo os dedos indicador e médio suspensos. Pescoço comprido; cabeça média, ovalada, pendente à esquerda; boca pequena, fechada em tonalidade rósea; nariz aquilino; olhos abertos, de vidro, em tonalidade preta; sobrancelhas médias, arqueadas em tonalidade marrom; orelha direita aparente; carnação creme; cabelos ondulados em tonalidade marrom. Túnica cobrindo totalmente a cabeça caindo à altura dos ombros passando pelo colo sugerindo gola, em tonalidade dourada. Braço esquerdo e mão aberta caindo em direção a Nossa Senhora Menina, que traz os pés calçados levemente aparentes em tonalidade preta com esgrafiados dourado. Veste alva drapeada em tonalidade azul com elementos fitomorfos, gola e orla dourada; manto no verso em tonalidade azul com elementos fitomorfos e orla dourada e no anverso tonalidade vermelha com elementos fitomorfos e florais, que cai da altura do ombro esquerdo envolvendo as costas, preso abaixo do livro de tonalidade vermelha que está sob a mão esquerda. Pescoço comprido; boca pequena, fechada; bochecha saliente em tonalidade rósea; nariz aquilino; olhos abertos de vidro em tonalidade preta; sobrancelhas finas e arqueadas; cabelo ondulado em tonalidade marrom, caindo à altura dos ombros; túnica levemente esvoaçante para o lado esquerdo, em tonalidade dourada, caindo à altura dos ombros.

sábado, 29 de março de 2008

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS


quarta-feira, 19 de março de 2008

POLÍCIA ENCONTRA COCAÍNA EM IMAGEM DE SANTA EM SP

Traficantes estão aproveitando a Semana Santa e a Páscoa para tentar enganar as autoridades. A Polícia Civil de Santo Antônio do Aracanguá, a 555 quilômetros de São Paulo, apreendeu hoje uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com cerca de 300 gramas de cocaína e pasta de cocaína em seu interior, que fora enviada pelos Correios. Ontem, patrulheiros da Polícia Rodoviária de Penápolis, também no interior paulista, apreenderam 16 cestas de Páscoa recheadas com 6,3 quilos de maconha, transportadas de ônibus de Foz do Iguaçu, no Paraná, para Brasília.


A santa, de 32 centímetros de altura, foi postada pelos Correios em 14 de março e chegou a Aracanguá na manhã de ontem. O desempregado Reginaldo Souza da Costa, de 21 anos, foi preso em flagrante após retirar o pacote com a santa, postada em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Ele chegou a despistar os investigadores que o seguiam, mas foi detido numa lan house. Os agentes perceberam um furo na base da imagem de Nossa Senhora e desconfiaram do peso. No interior, eles encontraram balões de aniversário cheios de cocaína e pasta base da droga.


Ontem, policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) prenderam o jardineiro Jusélio Viana, de 24 anos, morador de Brasília, que estava dentro de um ônibus que fazia o itinerário do município gaúcho de Cruz Alta a Barreiras, na Bahia. O ônibus foi parado numa blitz na rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Penápolis. Os policiais encontraram 16 cestas de Páscoa dentro de uma grande caixa de papelão. Ao abrir as cestas, os patrulheiros se espantaram com o cheiro de maconha. Viana disse à polícia que receberia R$ 500,00 para buscar a droga em Foz do Iguaçu e levá-la até Brasília, onde receberia o dinheiro pelo transporte.
Fonte: UOL Notícias. Disponível em
Acesso em 19/03/2008 - 18h14

segunda-feira, 17 de março de 2008

NOSSA SENHORA COM O MENINO

ESCULTURA POLICROMADA E DOURADA.
Século XVII

Imagem feminina em posição frontal, de pé, sobre peanha, sugerindo nuvens em tonalidade azul, com três querubins homogêneos com encarnação creme. Nossa Senhora veste alva em tonalidade branca, levemente plissada na extensão da perna esquerda, caindo até cobrir os pés, a alva apresenta ornamentos em motivos florais de coloração amarela e dourada, com folhas esverdeadas e douradas; a orla, os punhos e a gola da alva são ornados com duas faixas em tonalidades verdes e douradas. Nossa Senhora possui cíngula dourada. O manto é disperso, drapeado e plissado, com anverso na cor azul, ornamentos com motivos florais azulados, folhagens douradas e aplicações com figuras geométricas douradas na orla, tendo o seu verso na cor vermelho magenta e ambos os lados do manto possuem orla dourada. Nossa Senhora ampara o Menino Jesus com a mão esquerda e com a direita segura o pé direito do Menino, que tem encarnação creme e veste manto preso na região dos quadris e em tonalidade branca com orla dourada. O Menino Jesus carrega um globo azul na mão direita e com a outra segura o polegar esquerdo de Sua Mãe; Jesus tem cabelos encaracolados e dourados. A Nossa Senhora tem pescoço bem torneado e alongado. Cabeça média, encarnação creme; queixo saliente, boca marrom, pequena e fechada; nariz aquilino, olhos marrons e abertos, sobrancelhas finas e levemente arqueadas; cabelos marrons ondulados, caindo até a altura dos ombros, cobertos por uma túnica de tonalidade dourada que cai até a região do colo e dos ombros.

Obs.: Imagem apresenta sujidades. A peanha apresenta alguns pontos de desprendimento da camada pictórica, deixando a mostra a tonalidade do suporte.
Por SANDRA REGINA R. DE JESUS

sexta-feira, 14 de março de 2008

MUSEU HISTÓRICO ESTÁ INTERDITADO

Fonte: Correio de Sergipe. Aracaju, quinta feira, 21 de fevereiro de 2008

Desde 2006 o município de São Cristóvão passa pelo pro­cesso de revitalização de monumentos, praças, museus e igrejas, de olho em sua can­didatura a Patrimônio Histórico da Humanidade, efetivada em 2007 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). As obras, coordenadas pelo Departamento Estadual de Habitação e Obras Públicas (Dehop) e ainda em execução, passam por constantes modi­ficações e, portanto, licitações para a liberação de verbas e aplicação das mudanças. Esse é o motivo da interdição do Museu Histórico, que espera pela liberação de um reforço estrutural, requerido para a finalização de suas obras, que estão previstas ainda para este ano.

Dentre outras mudanças que devem ser feitas na Praça São Francisco estão a reor­ganização da fiação, passan­do-a para subterrânea - que tem início previsto para a próxima semana - e a implan­tação, de uma iluminação especial que, segundo a enge­nheira da Dehop, Marilu Campos, aguarda licitação.

"Sem essas obras, o municí­pio de São Cristóvão não poderia ser candidato a Patrimônio da Humanidade", afirma. Ainda em andamen­to, estão as obras de revita­lização do Museu Histórico e do Lar Imaculada, ambos localizados na Praça São Francisco.

Apesar do trabalho de recu­peração e conservação histó­rica, observa-se depredação em alguns locais, bem como pichações. São Cristóvão é uma cidade com potencial para receber grande fluxo de turistas, mas a aparente falta de incentivo para tal faz com que isso não aconteça com tanta incidência.

Segundo a engenheira da Dehop, o município de Laranjeiras tam­bém está recebendo o mesmo tipo de investimento. Segundo ela, as obras de revi­talização do Casarão do Oitão e da igreja Matriz estão em processo de conclusão. Já na próxima semana, deve-se dar início a uma nova etapa de obras que formarão o novo campus universitário da Universidade Federal de Sergipe.

terça-feira, 11 de março de 2008

EL CEMENTERIO DE LA RECOLETA RENUEVA EL BRILLO DE SU HISTORIA

Por Por Susana Reinoso De la Redacción de LA NACION. Disponível em:
http://www.lanacion.com.ar/cultura/nota.asp?nota_id=994477&origen=premium

Escribe María Rosa Lojo sobre el cementerio de la Recoleta: "En este museo de los cuerpos, los itinerarios personales de sus habitantes -célebres o ignotos- se funden inextricablemente con la historia argentina".


En su obra Historias ocultas en la Recoleta , que acaba de reeditar Alfaguara, la novelista dice, exquisitamente, que quien pasea con el oído bien abierto puede oír en el cementerio, uno de los lugares de Buenos Aires más elegidos por los turistas, "el rumor de vidas singulares contra el inmenso coro de la memoria colectiva". Precisamente, porque este museo mortuorio reúne gran parte de la mejor arquitectura funeraria y esculturas de Buenos Aires, es que el gobierno porteño dará continuidad al Programa de Revalorización del Cementerio de la Recoleta, que contempla la conservación y restauración de esculturas, bóvedas, sepulcros y túmulos, que fuera aprobado a fines de 2007.




Con la intervención de la Subsecretaría de Patrimonio porteña y de la Asociación de Amigos del Cementerio de la Recoleta, que encabeza Marta Salas, la dirección General de Cementerios -cuyo director es Néstor Pan-, han cumplido desde 2002 un destacado plan de recuperación de esa arquitectura. Arte y memoria Cada día, el cementerio recibe un promedio de 2000 visitantes. Ello equivale a más de 700.000 concurrentes al año, pues el cementerio está abierto de lunes a domingos. "La restauración monumental ha llegado a un centenar de obras, y contamos con un grupo de restauradores altamente calificados, que trabajan con amor y patriotismo", dice Marta Salas a LA NACION.




La presidenta de la Asociación de Amigos señala: "El esfuerzo tiene que ver con que consideramos que el cementerio de la Recoleta es el espacio histórico artístico más relevante de nuestro país y estamos orgullosos de mostrarlo a los miles de turistas que lo visitan". La entidad, que vende a los turistas unos detallados mapas del cementerio, aporta una parte de los elementos para la recuperación de esos monumentos históricos. Un breve recorrido por el lugar, como el efectuado por LA NACION, permite confirmarlo.




La afluencia del público es incesante y los guías no dan abasto para responder todas las preguntas. La peregrinación incesante siempre se detiene ante el sepulcro de Eva Duarte de Perón. El director del cementerio, Carlos Francavilla, señala que la puesta en valor que se realiza en el cementerio no tiene visibilidad para la gente. De todos modos, los andamios y materiales de trabajo en algunos monumentos dan cuenta de que allí hay restauraciones en marcha.




Este año, el programa ha previsto acondicionar las esculturas y bóvedas Adolfo Alsina, Nicolás Rodríguez Peña, Juan José Viamonte, Rufina Cambaceres y Pedro J. Díaz. En cada caso, los trabajos de restauración y mantenimiento contemplan la eliminación de vegetación invasiva, la reposición de material faltante, la eliminación de la capa degradada, la limpieza química y el tratamiento anticorrosivo.




1)parent.siguiente();" href="javascript:void(0);">En 2006, la restauración se dedicó a los sepulcros y mausoleos de Bartolomé Mitre, Domingo Fidel Sarmiento, Carlos Pellegrini y Juan Martín de Pueyrredón. El año pasado, la tarea se registró en los mausoleos de Luis María Campos y Nicolás Avellaneda, la bóveda de la familia de José C. Paz, el panteón de Ciudadanos Meritorios y el Cristo de la capilla del cementerio. Por Susana Reinoso De la Redacción de LA NACION

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

ERWIN PANOFSKY E A ICONOGRAFIA

Sobre Erwin Panofsky e a Iconografia.


Em ensaio de 1930, em que critica Wolflin, Panofsky diz que “mesmo na descrição mais elementar de uma pintura unem-se dados de conteúdo e dados formais”.
Ao indicar a impossibilidade de uma leitura puramente formal, Panofsky aflora o problema da ambigüidade da imagem. Questão que mais tarde voltará a ser abordada por Gombrich.
Utilizando-se da imagem da Ressurreição do Cristo de Mathias Grünewald, Panofsky propõe três camadas a serem abordadas pelo pesquisador.
No seu livro Significado nas Artes Visuais, Panofsky define distingue iconografia de iconologia.
Iconografia tem seu sufixo vindo do verbo grego graphein, “escrever”. Assim sendo, implica um método de proceder puramente descritivo, ou até mesmo estatístico. A iconografia é, portanto, a descrição e classificação das imagens. É um estudo que nos informa, por exemplo, quando e onde temas específicos foram visualizados por quais motivos específicos. Diz-no quando e onde o Cristo crucificado usava uma tanga ou uma veste comprida; quando e onde ele foi pregado à cruz, e com quantos cravos; como vício e virtude foram representados nos diferentes séculos e ambientes. Ao fazer este trabalho, a iconografia torna-se um instrumento fundamental para o estabelecimento de datas, origens e, às vezes, autenticidade, além de fornecer as bases necessárias para interpretações posteriores.
Tais interpretações posteriores, para Panofsky, fica a cargo da iconologia. Se o sufixo “grafia” denota algo descritivo, o sufixo “logia” – derivado de logos, quer dizer “pensamento” – denota algo interpretativo. Assim, iconologia é, portanto, um método de interpretação, advindo da síntese mais do que da análise.
A análise iconológica, segundo Panofsky, é constituída de três etapas, a saber:
1 – Primeiro momento, denominado pré-iconográfico ou fenomenológico, que tem como função a identificação e enumeração das formas puras reconhecidas como portadoras de significados, ou seja, o mundo dos motivos artísticos. Segundo Wölfflin, análise formal é uma análise de motivos e combinações de motivos (composições).
2 – Segundo momento, chamado de iconográfico, diz respeito ao estatuto, ou seja, ao domínio daquilo que identificamos como imagens, histórias e alegorias. Ex: uma figura com uma faca representa São Bartolomeu, um grupo de figuras sentadas a uma mesa de jantar numa certa disposição e pose representa a Última Ceia.
3 – Terceiro momento, identificado como camada da essência, ou significado intrínseco ou conteúdo, é dado pela determinação dos princípios subjacentes que revelam a atitude básica de uma nação, de um período, classe social, crença religiosa ou filosófica – qualificados por uma personalidade e condensados numa obra. O pesquisador, para tanto, deverá investigar outros documentos que testemunhem as tendências políticas, poéticas, religiosas, filosóficas e sociais da personalidade, período ou país sob investigação.
Ao conceber assim as formas puras, os motivos, imagens, histórias e alegorias como manifestações de princípios básicos e gerais, Panofsky propõe a interpretação de todos esses elementos como sendo o que Ernst Cassirer chamou de valores simbólicos. A descoberta e interpretação desses valores simbólicos é objeto da iconologia.
Porém, em qualquer camada que nos movamos, nossas identificações e interpretações dependerão de nosso equipamento subjetivo e por essa mesma razão terão de ser suplementados e corrigidos por uma compreensão dos processos históricos cuja soma total pode denominar-se tradição.
Quando descrevemos um grupo de treze homens sentados numa certa disposição e pose num ambiente específico, estamos localizando o que Panofsky chama de localização dos motivos e composições (aspectos formais), ou momento pré-iconográfico.
Quando afirmamos que tal descrição representa a última ceia, via conhecimento do texto do apóstolo João 13:21, estamos abordando tal imagem do ponto de vista iconográfico. Nos dois primeiros momentos, trabalhamos somente com as questões intrínsecas da obra. Quando compreendemos tal pintura como um documento da personalidade de Leonardo, ou da civilização da Alta Renascença italiana, ou de uma atitude religiosa particular, tratamos a obra de arte como um sintoma de algo mais que se Expressa numa variedade de outros sintomas.

Quadro representando mulher com uma espada na mão esquerda e uma travessa na mão direita com uma cabeça foi publicada como sendo o retrato de Salomé com a cabeça de São João Batista.
Tal afirmação baseia-se num dado iconográfico: Bíblia – Matheus 14, 1-12.
Também na Bíblia aparece outra mulher com tais características: Judite degolando Holofernes com as próprias mãos e depositando sua cabeça em um saco (Judit 16, 9-11).
A questão é: não há referência de espadas nos relatos acerca de Salomé, nem bandejas nos relados sobre Judite.
Temos dois textos literários aplicáveis à mesma obra. Para Panofsky, estaríamos perdidos se dependêssemos somente de fontes literárias.
Passa-se a investigar a maneira pela qual, sob condições históricas, objetos e fatos eram expressos pelas formas, ou seja, a história dos estilos. Da mesma maneira, investiga-se a maneira pelo qual, sob diferentes condições históricas, temas específicos eram expressos por objetos e fatos, ou seja, a história dos tipos.
Várias pinturas do século XVI representam Judite com uma travessa. Havia um “tipo” de “Judite com a travessa”. Porém não havia um “tipo” de “Salomé com a espada”. Daí pode-se concluir que também a obra de Maffei representa Judite e não, como se chegou a pensar, Salomé.

Iconografia
Do grego, eikôn, imagem, retrato, e graphô, escrita. Adotado como cultismo para aludir à arte da pintura ou desenho de retratos, nas Notas Tironianas (485). Em seiscentos era aplicado em Itália às colações de retratos de personalidades célebres. Atualmente abrange um leque mais vasto de representações figuradas: indivíduos, monumentos, sítios, símbolos, etc.

Iconologia
Do grego, eikôn, imagem, retrato, e logos, palavra, discurso. Termo usado por Platão com o significado de linguagem figurada. Volta a ocorrer somente em 1593 já como cultismo grego italianizado, para titular o tratado de alegorias, ou Verdadeira descrição das imagens universais, de Cesare Ripa. O conceito será retomado pelos sucessivos editores da obra, nomeadamente por Jean Baudoin (1636), Juan Bautista Boudard (Parma, 1759), Cesar Orlandi (Perúgia, 1764), etc., para quem designa a representação de faculdades da alma, virtudes, disposições psíquicas, artes e ciências. No ano de 1927, Emile Mâle considera a iconologia auxiliar indispensável da iconografia para bem interpretar o significado da obra artística. Posteriormente, em 1939, Erwin Panofsky usará o termo para denominar o estudo cultural da obra de arte, como testemunho de uma civilização, um método esboçado por Aby Warburg em 1912 e orientado para a decodificação e análise dos significados conceptuais que a obra de arte encerra, o qual se ocupa do seu significado derradeiro (filosófico ou conceptual, histórico, social, etc.). Constitui hoje em dia uma via de acesso fundamental ao fenômeno estético, complementando os resultados de investigações de base positivista, formalista ou sociológica e apresentando-se, concomitantemente, como o instrumento mais adequado para lograr a inserção da arte no lugar que legitimamente lhe cabe no seio da história geral da cultura.

By claudius, 2005

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

IMAGENS SÃO FURTADAS DE CONVENTO EM CACHOEIRA

In: www.atarde.com.br <http://www.atarde.com.br/> 07/02/2008 (20:34)
Por Cristina Santos Pita, da Sucursal Santo Antônio de Jesus.
Imagens sacras e objetos religiosos foram furtados, na madrugada de ontem,da Igreja e Convento de São Francisco do Paraguaçu, em Santiago do Iguape, a 40 km de Cachoeira (a 110 km de Salvador, no Recôncavo). Entre as peças levadas estão duas imagens e um crucifixo.
Segundo o administrador daparóquia, diácono Agamenon Suzart, os ladrões entraram por uma portalateral, cerrando o cadeado. “Ainda não sabemos o que foi levado, pois estamos aguardando a polícia fazera perícia. Notamos que o crucifixo e duas imagens do Menino Jesus sumiram doaltar”, disse o religioso. O local está isolado, já que precisou serpreservado para a perícia. O diácono lamentou a falta de segurança naigreja, alvo de ladrões por duas vezes. A última foi em abril do anopassado, quando roubaram imagens da Capela de Nossa Senhora da Glória. “Por causa desse roubo transferimos sete imagens da capela para a igreja,considerada mais segura. Mas o telhado da capela, na Praça São José, onde acomunidade celebra festejos religiosos, está em ruínas. Infelizmente nãotemos segurança e nem vigia e a comunidade é quem se reveza na manutenção doconvento”, lamentou Suzart. Insegurança – “Aqui não tem segurança nem para a população, muito menos parao convento que é um patrimônio”, reclamou o aposentado Carlos Nascimento, de64 anos.
A comunidade de São Francisco do Paraguaçu está praticamenteisolada da sede, Cachoeira. Entre Santiago do Iguape e o conventofranciscano são de mais 8 km por uma estrada de cascalho. O Convento de São Francisco do Paraguaçu, tombado em 1941 pelo Instituto doPatrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), fica fechado diariamente,abrindo apenas aos domingos para missas, que ocorrem na nave principal,única área segura para celebrações. “A igreja está em ruínas. A única áreaainda um pouco conservada é a nave principal, as outras dependências carecemde reformas urgentes”, ressaltou o diácono Suzart. O religioso conta que o arrombamento foi descoberto por um morador quecostuma caminhar de manhã cedo pelas margens do Rio Paraguaçu. “Esse moradorviu a porta lateral aberta e quando se aproximou constatou que o cadeado foiarrebentado. Nós já comunicamos ao Iphan sobre o roubo das imagens”,salientou.
O superintendente regional do Iphan, na Bahia, Leonardo Falangola Martins,disse que enviará hoje, dois técnicos do órgão ao convento, para realizarperícia e verificar quantas e quais imagens foram furtadas. O Convento de São Francisco do Paraguaçu foi construído na segunda metadedo século XVII, perto da Baía do Iguape, e é um dos conventos mais antigosda Bahia. Cais, escadarias, terraço, cruzeiro, adro, e a igreja, compõem omonumento arquitetônico parcialmente em ruínas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

MAS-UFBA. IMAGENS EM RESTAURO

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